Oi vó!

Ainda parece que você está aqui (e pode até ser mesmo que esteja!). Eu sinto a sua presença tão forte que a tristeza me esquece por alguns momentos.

Eu e você

Eu e você

Ontem mesmo pensei: “Vou aproveitar que estou na minha mãe e vou levar a Clara pra ver a Bisa”. Daí logo em seguida lembrei que estava na mãe por conta da sua morte.

Morte.

Desde que o vovô se foi, em 1986, não morria alguém tão próximo. Claro, muitas pessoas nessa minha jornada já se foram, mas não pessoas de convívio ou pensamento diário.

Quando o vô morreu, eu tinha ainda 4 anos e apesar de achar que eu o matei, não tinha muita noção de que nunca mais o veria.

Você, Clara e vó Lena

Você, Clara e vó Lena

Agora, toda hora que eu penso na senhora me vem a cabeça que eu nunca mais vou vê-la e automaticamente meus olhos se enchem de lágrima.

Na minha crença, você está em um lugar melhor e um dia vamos nos encontrar, mas mesmo assim é muito difícil.

A culpa sempre foi minha amiga íntima, e obviamente que ela é muito presente agora também:

  • “Por que não falei mais com você na sexta-feira pelo telefone? ”
  • “Por que não impedi que fizessem aquele exame na senhora, que ao meu ver, piorou tudo?”
  • “Por que não fui te visitar mais vezes nesse quase um mês de hospital? ”
  • “Por que não batizei a Clara antes, pra senhora vivenciar? ” 
  • “Por que?””

Tudo isso não me sai da cabeça e não sei como me sentirei quando visitar sua casinha e não te ver sentada no cantinho do sofá, com uma das pernas em cima dele e “pescando” de sono, dizendo que não conseguiu dormir bem à noite.

Nos últimos tempos eu andei falando muito abertamente do meu amor por você. Foram infinitos “eu te amo”, mas acho que nunca te agradeci por ter dedicado tanto tempo à minha criação e me ensinado tantas coisas.

Nós

Nós

Obrigada, vó, por cuidar de mim, todos os dias, durante 15 anos. Obrigada, pela companhia, pelas comidas maravilhosas, com aquele tempero só seu. Pelas histórias que só você sabia contar, de um jeito todo especial e exagerado. Obrigada por todas as crenças populares ensinadas, pela preocupação, teimosia. Pelo crochês e tricôs. Pelo gênio forte. Obrigada pelo amor.

Quero que saiba, de onde quer que esteja, que não, mesmo você tendo 92 anos, eu não estava preparada (e acho que ninguém) e que isso também não é fator para que tudo fique mais fácil. Nunca é fácil, ainda mais pra uma pessoa tão marcante e especial como você.

Minha segunda mãe.

Te amo infinito.

Vários beijos e até logo <3

 

 

Criamos um e-mail para nossa filha de 1 ano

Por Rodrigo Cambiaghi

Tempo atrás meu amigo de infância que tem uma memória implacável me lembrou como foi o dia que a gente se conheceu, aos sete anos de idade. Eu havia esquecido completamente dessa cena, mas à medida que ele foi relembrando nos mínimos detalhes o que nós e nossos pais conversamos, o que estávamos fazendo e quais foram as nossas reações, eu comecei a recriar a cena inteira na memória.

Lembrei que era um fim de tarde de um dia um pouco nublado, do som dos cachorros da casa dele latindo, do cheiro da maresia do Guarujá e da terra batida do asfalto. Lembrei que estava um pouco emburrado porque meu pai não deixou eu levar o videogame para a viagem e que sentia saudades da minha mãe.

A cada detalhe que ele contava, mais nítida e viva ficava a cena em minha memória. Foi como uma mini viagem no tempo para a nossa infância por alguns segundos e foi legal demais.

Quando a Clara nasceu, me vi registrando cada pedacinho e momento juntos na esperança de que a gente conseguisse, mais pra frente, saborear essas lembranças do mesmo jeito que fiz com meu amigo.

Foi aí que minha esposa, Nathalia, teve a ideia de criar um e-mail para a Clara. Desde o nascimento ela já vinha anotando num bloco de notas no celular todas as gracinhas, novidades e coisinhas da rotina que aconteciam com a nossa filha. Mas quando percebeu que provavelmente isso iria se perder em algum momento e que haveria grandes chances da nossa filha nunca chegar a saber disso, soubemos que queríamos algo mais concreto, definitivo.

Um blog poderia ser muito expositivo para falarmos dos nossos sentimentos e intimidades com ela, então a ideia genial da Nat foi criar uma simples conta de e-mail. Assim, poderíamos compartilhar aos pouquinhos desde levianidades como vídeos, fotos e besteiras como “hoje nasceu seu primeiro dente” e “hoje você falou papai” até textões nos quais abrimos o nosso coração para ela.

Se já é legal rever um álbum antigo com 24 fotos, imagina ter um baú virtual gigantesco de memórias da sua infância na caixa de entrada do seu e-mail? Espero que ela goste, e eu vou certamente pirar – e passar um pouco de vergonha também – quando reler o que escrevi daqui a 10, 20 ou 30 anos.

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Só torço para que o Gmail ainda exista até lá.

Sei que pra muita gente pode não ser tão fácil soltar os dedos sobre um teclado pra falar sobre sentimento. A gente tem mil travas, mas escrever sobre elas pra quem a gente mais ama pode ser um exercício de paternidade bem sensível, que deixa a gente bem mais livre pra dizer aos nossos filhos que eles são amados.

Pra inspirar quem tá a fim de começar um projeto desses mas não sabe muito como, deixo aqui o meu primeiro e-mail à Clara.

“Oi filha,

Demorei para te escrever desde que sua mãe criou esse email.

Mas eu sou meio assim, um pouco mais fechado e com dificuldade de falar sobre meus sentimentos.

Não sei com que idade você estará quando ler esse primeiro email, então, se você não entender alguma coisa, me chame para lermos juntos e eu te explicar.

Semana passada escrevi um texto falando sobre como foi ser pai, dos primeiros dias que a sua mãe ficou grávida até o seu aniversário de um ano. Mais de 25 mil pessoas leram e gostaram bastante, para você ter uma ideia, 25 mil pessoas da para encher metade de um estádio de futebol. É bastante gente!

Hoje fomos passear pelo bairro de manhã, apesar do sol, está muito frio em São Paulo, você foi dentro de uma bolsa de carregar nenêm, encaixada na minha barriga, ficamos bem quentinhos juntos e você dormiu depois de 5 minutos. Enquanto passeávamos, sua mãe ficou em casa arrumando as malas para ir para Santo André na casa da sua vó Fátima, sua bisavó Maria não estava muito bem de saúde e sua mãe queria ir visita-la no hospital.

Pode ser que quando você estiver lendo esse email sua bisavó Maria não esteja mais viva, mas saiba que vocês se conheceram e brincaram juntas já! Temos até foto para provar.

Almoçamos na casa da sua avó Tsunae

Hoje você tem 1 ano e 15 dias e pesa mais ou menos 10kg.

Você está quase andando, consegue andar super bem de mãos dadas mas tem medo de andar sozinha por conta de alguns tombos que tomou.

Você já fala mamãe, mamá, papai, painho, vovó, vovô, miau, nham nham (para dizer que está com fome), não (você diz “nari nari nari” e balança os dedinhos) e mais algumas coisinhas.

Você entende quase tudo que falamos e consegue identificar animais e objetos.

Você come de tudo, frutas, carnes, legumes, cereais, mas suas comidas favoritas são melancia e ovo. E modéstia à parte, o pai sabe fazer um ovo mexido delicioso.

Aqui abaixo é o texto que o pai escreveu, espero que você goste! Eu fiquei tao feliz com o resultado desse texto que estou pensando em escrever a cada 15 dias sobre minha experiência de ser pai. Será que vai dar certo? Espero poder ajudar mais homens a entender sobre a paternidade.

Um beijo do seu pai que te ama”

Por Rodrigo Cambiaghi, Gerente de atendimento do PapodeHomem, resolve problemas e acalma pessoas surtadas. Se acha diferente por não acompanhar futebol e gostar mais de mostarda do que de ketchup, é apaixonado por comida latino-americana e ceviche. Para mais informações consulte seu terapeuta.

Maternidade e amizades: o que mudou

A maternidade te afasta de um monte de gente e te aproxima de outras tantas.

Já havia percebido isso, mas parei pra pensar MESMO quando tive de fazer a lista de convidados do primeiro ano da Clara (sim, já aconteceu!).

Temos uma família numerosa e muitos amigos, e para conseguirmos fazer uma festinha honesta (oi crise!), rolou uma pré-seleção básica: convidei pessoas que fazem parte da vida dela e que a conhecem! Que foram ao menos visitá-la alguma vez na vida (fui boazinha, vai?).

Olha só, alguns amigos que em um ano não tiveram tempo ou disposição para conhecê-la. Chamei? Não. Fiz isso por rancor? Não. Continuam meus amigos? Da minha parte sim.

Se eu me casasse, por exemplo, com certeza os chamaria. Eles fizeram parte da minha vida, passamos momentos juntos, muitos importantes, mas porque convidá-los pro aniversário de alguém que eles só conhecem por foto?

Fui polêmica? Não sei, ainda não cheguei à uma conclusão. Só espero sinceramente que respeitem e entendam minha decisão.

Quando a gente pari a sensibilidade aumenta e claro que queremos afeto. Queremos que gostem, liguem, se preocupem com a nossa cria.

Em contraponto chamei pessoas que falo diariamente e não são amigos de longa data. São meninas de grupos de maternidade que me identifico e troco figurinhas.

Muitas delas sabem mais do meu momento atual, se a Clara teve febre ou tá num salto de desenvolvimento e dormiu mal à noite, que minhas amigas da vida.

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Nesses grupos consigo expor minhas frustrações, inseguranças e opiniões. A forma que maternamos nos aproxima: são dias e noites trocando informações e desabafos sobre amamentação prolongada, cama compartilhada, livre demanda, criação com apego, antroposofia, BLW, relacionamento…

Sim, a Clara tem um ano, ela “ainda” mama, não chupa chupeta, não toma mamadeira e dorme na minha cama.

Para muitos amigos tudo isso acima indica que eu virei ativista ou que sou radical. Pra mim, estou apenas seguindo meu coração.

Se o seu filho vai nascer de cesária eletiva, tomar NAN ou chorar no berço até aprender a dormir sozinho, a decisão é sua e o problema também. Não vou opinar em nada, ao menos que você me pergunte.

Sinto que muitos se afastaram por achar que eu não vou concordar com alguma decisão e que vou julgá-los. De forma alguma. Na maternidade não há certo ou errado. Afinal, cada um sabe onde o calo aperta.

Eu mesma sei que seria muito mais “livre”, descansada e independente se ela não mamasse mais no peito, por exemplo. Mas eu escolhi dessa forma, tô bancando e enfim, às vezes reclamo buscando empatia, mas não curto que metam o bedelho então fico na minha.

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Doce Páscoa

Minha maior dificuldade em fazer dieta é me segurar em relação ao chocolate. Sou chocólatra assumida e quando me convidaram pra participar do #DocePascoaBT fiquei muitoooo feliz! #GordinhaSafada

O #DocePascoaBT é um amigo secreto de Páscoa que vai rolar com as meninas da Blog Together em parceria com o Shopping Metrópole, em São Bernardo.

O shopping tem tantas opções de lojas para a compra dos ovos que fiz uma WishList para ajudar quem me tirou!

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Minha primeira opção é esse Língua de Gato Trufado, da Kopenhagen, seguido pelo Dessert de Mil Folhas, também da Kopenhagen!

Em seguida, meu amado ovo de Lajotinha, da mesma loja, e o Dreams trufado da Cacau Show!

Pra completar o valor do amigo eu topo qualquer chocolate dessas duas marcas!

Na verdade não dá pra ficar triste ganhando chocolate, né? Por isso é muito difícil errar nesse amigo secreto!

Já a minha amiga secreta, é uma pessoa super ativa, ela não pára um segundo e adora comer! Dá pra adivinhar?

Quarta-feira eu conto!

Beijos :*

 

Um e-mail para Clara

Quando Clara nasceu comecei a anotar as coisas em um bloco de notas, todas as novidades, gracinhas e coisas da rotina mesmo.

Depois de quase 8 meses percebi que isso certamente iria se perder, além de ficar sem uma ordem cronológica.

Para isso um blog seria um ótimo recurso, mas e as coisas mais íntimas? Nossas? Sentimentos? Não ia ser tão real, sabe?

Então pensei: porque não um e-mail?

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Por que não faço um endereço de e-mail pra Clara e vou mandando as coisas conforme elas vão acontecendo? De quebra ainda salvo um nome no Gmail bacana e quando ela tiver idade, passo a senha e alí ela tem um resumo do início da vidinha dela!

Tão simples e tão legal. Genial.

Criei.

Agora sempre que acontece algo bacana ou tenho vontade, mando uma mensagem contando, geralmente com algum vídeo ou foto.

Tipo assim: Filha, hoje você está um pouco irritada pois seu dentinho esquerdo deu às caras!

Quem sabe não dá um livro?

Achei perfeito para os pais que querem congelar todos os momentos dos pequenos e não sabem como.

Beijos com carinho,

Brogi

Desculpas

Este post é um pedido de desculpas.

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Desculpas a todas as minhas amigas (ou amigos), pais, que eu não parabenizei quando “engravidou”.

Desculpas a todas as minhas amigas que eu não visitei quando pariu.

Desculpas as que eu não telefonei, mandei mensagem ou entrei em contato de alguma forma, deixando esse momento mágico passar em branco.

Desculpas as que eu não presenteei. nem ao menos com uma ligação.

Desculpas as que eu não visitei no puerpério. Eu nem sabia o que era isso.

Desculpas por não medir as palavras. “Você não vai deixar de trabalhar, né? Você não acha que muito colo deixa mimado? Nossa, como ele chora bastante! Tá na hora de botar na escolinha, não? Ah, como ele é pequeno/ magro/ gordo/ careca/ cabeludo! Você dá de mamar toda hora? Que sério, não sorri pra tia…”,

Mom and Baby

Mom and Baby

Desculpa pelas vezes que eu não respeitei os horários e a rotina da criança.

Desculpa por não ter entendido quando você deixou de ir no meu aniversário ‘só’ porque era num buteco e começava às 22h.

Desculpa por ter comparado seu filho com outra criança, ou por eu ter comparado seu corpo com o de outra mãe.

Desculpa por ter sumido.

Desculpa pelas intromissões e opiniões sem permissões!

Desculpa por talvez ter te feito chorar.

Desculpe por eu não ter entendido muitas coisas.

Desculpas! Eu não tinha noção. E agora entendo, como algumas coisas (pequenas!) são importantes, e outras (feitas/ ditas), desnecessárias.

Só quem é mãe sabe. Que clichê.

Um beijo

 

Amigo Secreto #ParkShoppingSãoCaetano

Eu e as meninas da Blog Together fomos convidadas para participar do amigo secreto do #ParkShoppingSãoCaetano, e achei demais!

Primeiro porque eu amoooo o #ParkShoppingSãoCaetano! Pra mim é um dos melhores do ABC, tem as lojas que eu mais gosto e o Espaço Família é ótimo! Segundo porque ganhar presente participando de uma brincadeira deliciosa com pessoas incríveis é ainda melhor!

Sorteio feito lá fui eu à caça do presente da minha amiga. Com tantas opções bacanas fiquei um pouco confusa, mas acho que deu certo!

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em busca do presente

A revelação e entrega aconteceu no dia 15, em um restaurante japonês MARA que fica no Shopping, o Little Tokio.

Nem preciso falar que foi super divertido, né? As meninas são muito engraçadas e agradáveis, e olha, têm muito bom gosto, porque TODOS os presentes me surpreenderam!

Nóis no Little Tokio

BlogTogether no Little Tokio

Sério, o legal é que todas (inclusive eu) pesquisamos muitoooo sobre quem tiramos nas redes sociais, definimos mentalmente um estilo e fomos atrás de algo que realmente combinasse com a tal amiga.

Eu tirei a Gabi Giacomucci e quem me tirou foi a Carol Coelho, do blog No Armário da Carol, que acertou em cheio e me deu uma blusa e uma Havainas da Farm! #Morri

Mal sabia ela que até minha monografia foi da Farm e tal! hahaha #farmete total

se liguem na estampa <3

se liguem na estampa <3

Amamentação e suas peculiaridades

Amamentar é difícil. Amamentar dói. Amamentar cansa. Amamentar é entrega. Para amamentar é preciso informação e apoio. Muito apoio. Uma rede de apoio: família, companheiro (quem tem), consultora em aleitamento, pediatra que apóie a Livre Demanda (LD).

Por isso muita gente desiste. Eu não. Estou aqui, inclusive com o tetê de fora agora, e com meu “piercing de peito” pendurado. <3

Mas o caminho é árduo e são muitos tapas na cara que a gente leva. Me preparei tanto para o parto e “ah, deixa a amamentação pra depois, deve ser fácil”, afinal é o que mostram os cartazes e campanhas pró-amamentação por aí. As mulheres não estão sempre sorrindo e calmas e felizes neles?

Pois é. Vou te contar que além de tudo isso cada bebê é de um jeito. Uns mamam que é uma maravilha, outros não. A Clara é um deles.

No começo ela mamava mal, e pouco e dormia. Não ganhava peso. Fizemos relactação. Depois que isso melhorou ela começou a mamar agitadamente. Não, não é refluxo. Não é APLV. Não é cólica. É ela.

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Ela é agitada. É um bebê ansioso (lembra aquele história que passamos tudo para o feto durante a gestação?). Ela mama se contorcendo, mexendo as mãos e pés, falando (?), gritando.

Os bebês não são iguais. Alguns fazem mamadas efetivas e em 5 minutos tá tudo resolvido.

Com ela não. Não posso falar, ou mexer no celular e ela prefere que a gente esteja deitada, em silêncio no quarto. Só eu e ela.

Além disso, percebi que ela arrota no meio e no fim da mamada. É mais ou menos assim: começa a mamar, 5 minutos, tiro do peito, ela arrota, volta pro peito, termina o peito. Muda de peito e o mesmo ciclo se repete.

Peculiar demais. E como descobri? Com tentativas, erros e acertos, com a convivência. 24 horas. Nas madrugadas insones, nos dias nublados, no dias cheios de Sol. Nos ataques de choro e irritação. Nas manhãs deliciosas regadas a sorrisos. Eu e ela.

E o seu bebê? Qual é o comportamento dele durante a mamada? O site WomansLounge listou 5 tipos. Vale a pena dar uma espiada aqui!

Clara #4meses

Mais um mês que passou voando… Por mais que eu tente registrar tudo, no coração, na memória e em fotos e vídeos, o dia a dia é tão insano que a gente esquece das coisas que acontecem.

Sozinha com a Clara eu fico enlouquecida (parece até que nesse mês regredimos nesse sentido, ou talvez seja o cansaço acumulado!), porque ela demanda atenção o tempo todo e ainda não se entretem por mais de 5 minutos com alguma coisa. Outro dia mesmo coloquei ela no carrinho dentro do banheiro pra eu tomar um banho, mas depois de um tempinho ela começou a berrar e como odeio vê-la chorando acabei saindo com a cabeça sem enxaguar mesmo. Tenso!

Sendo assim eu peço ajuda mesmo! Tonemaí. Não me sinto “menas” por isso. Meus pais têm disponibilidade pra ficar com ela e adoram. Então eu aproveito! Quando eles me ajudam eu tenho tempo de fazer algumas coisas e ainda me senti um pouco viva socialmente.

Isso pega demais. Sério, eu sinto muita saudade de quem eu era antes de me tornar mãe, mesmo eu não lembrando mais muito bem. É bem louco, e difícil explicar, mas por mais que você não se imagina mais sem seu bebê, você tem saudade da sua vida de antes.

Ao mesmo tempo meu relacionamento com Clara e o dela com o mundo tem ficado cada vez ais prazeroso! Ela interage mais e tem muito mais consciência de sus ações, do mundo e das pessoas ao redor.

Dizem por aí que ela é “adiantada” porque com 3 meses e meio já é uma contorcionista de primeira: pega o pezinho, pões na boca, vira de bruços e eu toda orgulhosa me derreto inteira.

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Aplaudo e vibro com cada conquista, mas a melancolia já bate: como passa rápido! Cadê meu bebezico recém-nascido?

Viu como a maternidade é contraditória? 😉

 

Defeitos e qualidades

Ontem escrevi no Facebook algo como:  “A pessoa não concordar com você não significa que ela é chata, burra, imbecil, cretina, ridícula, idiota. Ela só tem opinião própria”.

Porque hoje em dia é assim, né? Se alguém não tem a mesma opinião que você ela está errada e em alguns casos sai até discussão.

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Ai gente, e é tão mais fácil respeitar e aceitar. Sério.

Percebi que isso está indo além do mundo virtual. Sim, porque essas “desavenças” de opiniões se intensificaram, nos últimos tempos, nas redes sociais.

Mas agora a onda também tá no mundo real. Sinto na pele pessoas se afastando apenas pelas opiniões diferentes. E olha que juro, eu tento nem ser tão ativista de qualquer que seja o assunto, e me policio sempre pra respeitar o que o outro pensa.

E a análise vai além: amizades acabam porque você tem defeitos. Hoje em dia, ninguém quer ser amigo de alguém que fale verdades, tenha opiniões diferentes, realce pontos fracos.

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Tem também aquela pessoa que quando você fez algo que não gostou, ao invés de falar, ela simplesmente se afasta.

O que eu sinto? Não sei. Ainda tô em processo de “digestão”.

Mas uma certeza eu mantenho comigo: quero amigos, que mesmo diferentes, possamos viver a vida toda juntos.

😉

 

 

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