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P.J. Clarke’s e seu cheesecake

Não posso reclamar da minha vida social. Ela é (e sempre foi) bem agitadinha. Eu adoro sair, conhecer novos lugares, visitar os antigos, observar as mudanças.

Morro de dó de ficar em casa vendo TV quando se tem um mundo muito legal lá fora, ainda mais quando se vive em São Paulo.

Toda segunda-feira as meninas que trabalham comigo querem ouvir o que fiz no fim de semana, as indicações de lugares, as descobertas… E daí veio a ideia de colocar essas dicas no Sobretudo Blog, que não tem um segmento definido e nem vai ter!

Ontem fui ao P.J.Clakers, uma hamburgueria nova-iorquina de 1884, que abriu há 6 anos, em São Paulo, sua primeira unidade fora dos EUA.

Eu já havia ido ao local no ano da inauguração mas confesso que a única coisa que lembrava era do cheesecake de frutas-vermelhas.

O restaurante tem uma toda decoração fofa, parece mesmo que você está na Nova York do século XIX.

toalha de pique-nique <3

O atendimento foi ótimo, rápido e de qualidade. Pedimos uma porção de batata de entrada (boa) com maionese da casa (nada demais).

Eu comi o Maverick e meu namorado pediu, o carro chefe: The Cadillac. Achei minha escolha, que foi com double cheese, meio seca, embora a carne estivesse ao ponto, rosada e suculenta. O sanduba do Rodrigo era mais gostoso e molhadinho.

o calhambeque bi-bi

Pra finalizar, nossa escolha foi o famoso cheesecake, que esse sim, você come rezando de tão bom. Super cremoso, não é enjoativo, e a calda, uma delícia!

Ah, o mojito também estava sensacional!

P.J.Clakers:

– Rua Mário Ferraz, 568, Itaim Bibi. Tel: (11) 3078-2965  (fui nessa!)

– Rua Oscar Freire, 497 – Jardim Paulista. Tel: (11) 2579 2765

Ah, e pra quem é do Rio a casa abriu, em fevereiro, uma filial no Leblon!

Sorte do dia: Menos 30% no preço final da conta porque reservamos pelo Grubster! WIN!

Mini-guia cevicheiro <3

Todo mundo já ficou fissurado em alguma comida ou bebida numa fase da vida. Lembro bem quando eu tinha uns 8 anos e tomei em uma só tarde a embalagem toda de Yakult que tinha em casa.. Depois veio a época da coxinha, da comida japonesa e tive até uma grande fissura por rúcula.

Eu depois de tomar todo o Yakult: bochechas

Eu depois de tomar todo o Yakult: bochechas

Eu continuo comendo e adorando tudo isso, e sim, com algumas recaídas, principalmente com Yakult. Mas meu vício mesmo agora é o ceviche. E só de pensar no tal já estou babando em cima do teclado. Nhami!

Ainda pouco conhecido no Brasil, o ceviche é um prato muuuuito antigo! Seu primeiro registro data de cerca de 2000 A.C. no Peru, onde o peixe era marinado em suco de tumbo (similar ao maracujá). Os Incas também faziam algo similar usando “chincha”, bebida fermentada de milho. Ainda em tempos pré-colombianos foi acrescentada a pimenta “aji”, muito picante, e obrigatória no prato. O limão só veio a ser usado a partir do século XVI quando chegaram os espanhóis.

Eu já tinha ouvido falar do prato e nem havia me interessado, até que em janeiro de 2012 em uma viagem à Buenos Aires, conheci o restaurante Osaka, que é nikkei, uma fusão de japonês e peruano (que inclusive abriu uma filial ano passado em São Paulo, na Rua Amauri!).

Confesso que fui mais por que estava com vontade de comer peixe cru em meio a cidade que oferece as mais deliciosas carnes do mundo. Me surpreendi! Como é bom não criarmos expectativa, né?

Foi paixão à primeira garfada. Chegando em São Paulo, a primeira coisa que fiz foi procurar onde servia ceviche pela cidade e como o destino é muito bom comigo, apareceu o Suri, restaurante em Pinheiros, comandando por um colombiano muito simpático, o chef Dagoberto Torres.

O ceviche deles é perfeito, o meu preferido! Mas como não dá pra ir sempre ($$$), e eu quero comer ceviche toda semana, o jeito foi procurar alternativas.

Ceviche do Suri: você merece provar

Ceviche do Suri: você merece

Em Perdizes existe o Killa, um novoandino, que mudou de endereço recentemente. Fui duas vezes. Na primeira gostei e na segunda (depois da mudança) odiei. Inclusive passei o feedback pro chef: o prato estava sonso, sem sal e sem tempero.

No burburinho do Itaim, tem o La Mar, uma das cevicherias mais famosos do mundo!  O ceviche é ok, mas foi servido meio morno… :/

E claro, existe os peruanos do centro de São Paulo, que andam bombando há um tempo, como o Rinconcito Peruano, o Tradicciones Peruanas e El Carajo!

Desses, meu preferido é o mais antigo, o Rinconcito! Ele fica em um lugar muito peculiar, bem no meio da Cracolância e é comandado pelo carismático peruano Edgar Villar, Pra se ter uma ideia do quão rústico era a coisa, até uns meses atrás só aceitava cash.

A escadinha que leva ao restaurante parece levar à um prostíbulo, mas suba sem medo! Lá em cima parece que você é o convidado de um jantar de uma típica família peruana. E o melhor, a comida é gostosa e barata. O passeio é meio roots, mas vale a pena!

O vício é tanto que quando viajo, sempre procuro alguma cevicheria. ou peruano pela cidade. ALOKA!

Fora de Sampa, já fui na La Carioca e no Intihuasi, no Rio de Janeiro, no restaurante Salsa Brava, em Balneário Camboriú, e ao Inti de Oro, em Madrid… Mas sinceramente? Ninguém bate os ceviches (todos) do Suri e o clássico mixxxxto do Rinconcito.

Precisa de mais um incentivo pra provar? O prato é leve, refrescante (ideal para o clima do Brasil) e tem EM MÉDIA apenas 170 Kcal. Tá esperando o quê?

🙂

Beijo beijo