Em busca do sutiã perfeito ( . )( . )

Meus peitos começaram a crescer quando eu tinha 13 anos e de uma hora pra outra tinha me tornado a menina mais peituda do colégio. Foi tão rápido que um dia eu dormi sem peito e na manhã seguinte não dava pra sair de casa sem sutiã.

Bom, meus seios se desenvolveram e eu também. Só que fiquei “esguia”: não muito alta (tenho 1,67m), mas com quadril e costas estreitas, pernas longas e finas.

Uma magra peituda na terra do bumbum não tinha como dar samba (hoje estou gordinha, mas continuo “fina”. Na verdade, eu não engordeeeei toda, eu “empeitei” e fiquei bem bochechuda).

Enfim, passei a adolescência usando sutiãs de tia, desses que minha mãe comprava em alguma loja de departamento. Odiava.

Quando eu quis uma lingerie mais bonitinha, quem disse que eu achei? Ou meus seios não cabiam nas taças, ou cabiam na taça e o as costas ficavam largas e subiam. Ou a alça era tão fina que cortava o ombro.

Até que o silicone começou a bombar no Brasil e essa parada de taça de vários tamanhos e costas idem chegou por aqui. Dá pra quebrar o galho, mas é um mercado ainda em desenvolvimento. Tudo pra inglês ver: tomara-que-caia que não segura nada, alças que não sustentam, tudo com bojo grosso que aumenta ainda mais, coisas muito básicas sem renda alguma, o peito escapa por cima, por baixo, um horror.

Tipo, você tem que se contentar com o que tem na loja, sem o prazer de comprar uma lingerie que você realmente deseja.

A frustração era tanta que em 2009, em uma viagem aos Estados Unidos, voltei com 36 sutiãs na mala. Isso mesmo, 36! Eu fiz a festa mesmo: comprei todas as cores que eu sempre desejei, estampas variadas, rendados, dos básicos aos mais sofisticados, com alças diferentes, e o melhor, tudo de qualidade excelente e o preço lá embaixo.

As marcas? Variadas… Victoria Secrets, Calkin Klein, DKNY e uma até então desconhecida pra mim, a Wacoal. Me surpreendi com a qualidade, resistência, beleza e conforto da Wacoal e ela virou minha queridinha do peito. Literalmente.

Em viagens posteriores comprei só Wacoal e não me arrependi. Até que há uns 3 anos (huhuuuu o/) ela passou a ser vendida no Brasil, na Loungerie.

EMBRACE LACE WACOAL (esse eu comprei na Loungerie)

Embreace Lace Wacoal (esse eu comprei na Loungerie)

A Wacoal é uma marca japonesa, líder de vendas nas lojas de departamento dos Estados Unidos e é uma das melhores do mundo quando o assunto é lingeries especializadas em alta sustentação. Bom, já deu pra perceber que eles tratam o assunto com seriedade, né?!

Como o sutiã deles é bem caro no Brasil (em média R$180) e não tinha nenhuma viagem pros States prevista (não achei Wacoal na Europa, mas também não tive tempo de procurar direito) comecei a caçar alguma loja gringa que entregasse por aqui.

Achei algumas, como Dillards, FreshPair e Saks, mas acabei comprando na época a que tinha mais opções: a Her Room.

Comprei os modelos Wacoal Casual Beauty Soft Cup Bra (852247), Wacoal Elegance Hidden Wire Minimizer Bra (85122) e Wacoal Lace Finesse Underwire Bra (855201). Meu tamanho é 34 DD.

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Wacoal Elegance Hidden Wire Minimizer (esse eu comprei na Her Room. ele dá uma diminuída nos peitos!)

A entrega demorou um mês e meio pra chegar e eu fui taxada, mas mesmo assim valeu a pena! Os sutiãs ficaram perfeitos! Para comprar você tem que saber direitinho as suas medidas e convertê-las na tabela americana. Se não tem ideia, confira abaixo:

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Medida 1 (Abaixo do Busto): é exatamente a linha de baixo do sutiã, contorne seu corpo e não deixe apertada, apenas firme sobre a pele.

Medida 2 (Busto): contorne o tronco passando a fita métrica abaixo das axilas e sobre o ponto mais saliente do busto, sem apertar.

Exemplo: Tirei minhas medidas e tenho 77 cm abaixo do busto e 97 cm de busto. Converto a minha medida 1 e descubro que eu tenho o Bra Size = 34. Para descobrir o segundo tamanho, eu vou na coluna 34 e verifico aonde está a minha medida 2. Ela está na faixa DD.

Ou seja, o número do meu sutiã nos Estados Unidos é 34DD. O 36D (78 cm x 98 cm também fica legal!).

Pra finalizar (o post já está gigante, sorry!): se você não pretende fazer redução de mama, vale muito a pena investir! Só as peitudas sabem como um sutiã apertado, sem sustentação, que o peito fica pulando pra fora, pode estragar um look!

Se você também já sofreu com isso e achou um sutiã pra chamar de seu, me conte nos comments aqui embaixo.

Por que você se chama seu nome?

Se eu tivesse nascido menino era certo que eu me chamaria Rafael. Felizmente (ou infelizmente), no ultrassom não apareceu nenhum micro pênis. Deus queria que eu tivesse uma xoxota e deu mais um trabalho pro Marcão e pra Dona Fátima: escolher um nome de menina.

Meu pai, que sempre teve um gosto duvidoso (desculpa, pai!), queria que eu me chamasse Úrsula ou Glorinha (sim, assim mesmo, no diminutivo). Minha mãe, sempre muito sensata nem pestanejou e pra minha sorte, ele deixou com ela a tão difícil decisão.

No ínicio, ia ser Carolina. Até que minha prima, nascida no mesmo ano que eu, só que 7 meses antes, foi batizada com um composto meio mexicano: Flávia Carolina.

Duas Carolinas na família, nascidas no mesmo ano, não ia rolar.

Era 1981, Natalia Nikolaevna Zakharenko, ou Natalie Wood, estava sumida do cinema. Seus últimos filmes haviam sido um fracasso comparados aos primeiros sucessos como Juventude Transviada (1955), onde atuou ao lado de James Dean e foi indicada ao Oscar de melhor atriz, e Rastros de Ódio (1956).

Um ícone da época, minha mãe achava Natalie linda, talentosa, e… OPA, OPA,  que nome daora.

Nathalia. Natalia do Vale?

Nasci às 10h30 do dia 27 de novembro, com 51 centímetros e pouco mais de 3 kilos. Branquela e careca. Careca demais.

Coincidência ou não, no dia que saí da maternidade, 29 de novembro, Natalie Wood morreu.

O corpo da atriz foi encontrado flutuando nas proximidades da ilha de Catalina, na Califórnia, onde passara um fim de semana ao lado de seu marido, o ator Robert Wagner, e seu companheiro de filmagem, Christopher Walken (confesso que sempre penso que tava rolando um ménage 😛).

Nat, sua linda <3

Na época o caso foi considerado acidente.  Após uma briga de casal, Natalie – que estava bêbada -, tentou saltar no bote atado ao iate e caiu no mar. Fim.

No entanto, muitos acharam e acham até hoje, que Wagner, com quem ela tinha um relacionamento conturbado, teve participação no ocorrido.

Trinta e poucos anos depois, a morte da atriz ainda é um mistério. Inclusive a polícia de Los Angeles chegou a reabrir o caso depois de denúncias de que o capitão do iate teria mentido às autoridades na época. No entanto, ninguém foi indiciado.

Foda, né? Mas tragédias à parte eu adoro toda essa história em torno de um nome.

E o seu? Teve alguma inspiração?

Mini-guia cevicheiro <3

Todo mundo já ficou fissurado em alguma comida ou bebida numa fase da vida. Lembro bem quando eu tinha uns 8 anos e tomei em uma só tarde a embalagem toda de Yakult que tinha em casa.. Depois veio a época da coxinha, da comida japonesa e tive até uma grande fissura por rúcula.

Eu depois de tomar todo o Yakult: bochechas

Eu depois de tomar todo o Yakult: bochechas

Eu continuo comendo e adorando tudo isso, e sim, com algumas recaídas, principalmente com Yakult. Mas meu vício mesmo agora é o ceviche. E só de pensar no tal já estou babando em cima do teclado. Nhami!

Ainda pouco conhecido no Brasil, o ceviche é um prato muuuuito antigo! Seu primeiro registro data de cerca de 2000 A.C. no Peru, onde o peixe era marinado em suco de tumbo (similar ao maracujá). Os Incas também faziam algo similar usando “chincha”, bebida fermentada de milho. Ainda em tempos pré-colombianos foi acrescentada a pimenta “aji”, muito picante, e obrigatória no prato. O limão só veio a ser usado a partir do século XVI quando chegaram os espanhóis.

Eu já tinha ouvido falar do prato e nem havia me interessado, até que em janeiro de 2012 em uma viagem à Buenos Aires, conheci o restaurante Osaka, que é nikkei, uma fusão de japonês e peruano (que inclusive abriu uma filial ano passado em São Paulo, na Rua Amauri!).

Confesso que fui mais por que estava com vontade de comer peixe cru em meio a cidade que oferece as mais deliciosas carnes do mundo. Me surpreendi! Como é bom não criarmos expectativa, né?

Foi paixão à primeira garfada. Chegando em São Paulo, a primeira coisa que fiz foi procurar onde servia ceviche pela cidade e como o destino é muito bom comigo, apareceu o Suri, restaurante em Pinheiros, comandando por um colombiano muito simpático, o chef Dagoberto Torres.

O ceviche deles é perfeito, o meu preferido! Mas como não dá pra ir sempre ($$$), e eu quero comer ceviche toda semana, o jeito foi procurar alternativas.

Ceviche do Suri: você merece provar

Ceviche do Suri: você merece

Em Perdizes existe o Killa, um novoandino, que mudou de endereço recentemente. Fui duas vezes. Na primeira gostei e na segunda (depois da mudança) odiei. Inclusive passei o feedback pro chef: o prato estava sonso, sem sal e sem tempero.

No burburinho do Itaim, tem o La Mar, uma das cevicherias mais famosos do mundo!  O ceviche é ok, mas foi servido meio morno… :/

E claro, existe os peruanos do centro de São Paulo, que andam bombando há um tempo, como o Rinconcito Peruano, o Tradicciones Peruanas e El Carajo!

Desses, meu preferido é o mais antigo, o Rinconcito! Ele fica em um lugar muito peculiar, bem no meio da Cracolância e é comandado pelo carismático peruano Edgar Villar, Pra se ter uma ideia do quão rústico era a coisa, até uns meses atrás só aceitava cash.

A escadinha que leva ao restaurante parece levar à um prostíbulo, mas suba sem medo! Lá em cima parece que você é o convidado de um jantar de uma típica família peruana. E o melhor, a comida é gostosa e barata. O passeio é meio roots, mas vale a pena!

O vício é tanto que quando viajo, sempre procuro alguma cevicheria. ou peruano pela cidade. ALOKA!

Fora de Sampa, já fui na La Carioca e no Intihuasi, no Rio de Janeiro, no restaurante Salsa Brava, em Balneário Camboriú, e ao Inti de Oro, em Madrid… Mas sinceramente? Ninguém bate os ceviches (todos) do Suri e o clássico mixxxxto do Rinconcito.

Precisa de mais um incentivo pra provar? O prato é leve, refrescante (ideal para o clima do Brasil) e tem EM MÉDIA apenas 170 Kcal. Tá esperando o quê?

🙂

Beijo beijo

meu coração é Seu, Paulo! mas minha alma é carioca <3

adoro observar de longe, ver turistas de primeira viagem, vomitarem idiotices do Rio e de São Paulo. rio por dentro, e não me calo. até porque esse é um dos meus hobbys preferidos: gritar ao “mundo paulistano” o quanto eu amo o Rio de Janeiro e defender São Paulo com unhas e dentes de qualquer carioca marrento e folgado que resolva ofendê-la.

sou paulista, mas podem me chamar de paulistana: passo mais de 2 horas por dia no trânsito, tenho surtos de ódio e amor pela cidade, esqueço os plurais, estou acostumada com garçons me paparicando e vejo padarias a cada esquina. quando criança passava pela Avenida Paulista, olhava pro alto, para os prédios e pensava: quero trabalhar aqui e vestir terninho. eu tinha grandes chances de dar certo na vida, até que resolvi ser jornalista e conhecer o Rio de Janeiro. foi tardio, lá pelos 19 anos.

na verdade eu relutava, sabia que não teria volta. na primeira vez que pisei no Rio, via Santos Dumont, desci na pista e senti aquele bafo quente tocando meu rosto. a sensação diferente, não sabia descrever. minha sorte é que o Rio foi apresentado a mim por um carioca, da gema, de bom gosto e imparcial. um carioca alternativo. que ia à Lapa e também a Casa da Matriz.

conheci tudo. do mais importante ao irrelevante. seus pontos turísticos, seus lugares desprezíveis, a brega-chic Barra da Tijuca, os miolos do Humaitá, o Leblon das novelas, o bairro mais zona sul da zona norte: a Tijuca, e também o mais zona norte da zona sul, Botafogo. Fuçei o bairro Peixoto, aplaudi o pôr do sol no posto 9.

e entre tantas coisas descobri a sensação que tive lá no aeroporto: me senti brasileira, mais do que nunca. uma sensação estranha de orgulho do meus País, mas ao mesmo tempo algo que não me pertencia. angústia. como eu pude viver quase 20 anos sem conhecer aquela cidade?

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Vista do Posto 9 por mim mesma e sem filtro (2011)

depois disso, “mermão”, foram incontáveis visitas. incontáveis MESMO. fiz mais pessoas se apaixonarem pelo Rio de Janeiro do que por mim. talvez porque eu o conheça mais “ele” do que a mim mesma. apresento o Rio, como menina que acabou de ganhar um quarto novo todo rosa. cada cantinho, cada história, e cada rachadura. sei sim da desigualdade social, da violência, da pobreza, do desemprego… mas quer saber? não vejo nada diferente, nem pra mais, nem pra menos, nem pra pior, nem pra melhor, do que vejo (ou não vejo) em São Paulo.

o Rio apenas é uma cidade muito menor, onde a favela está em todos os bairros e não só na periferia, e onde existe um enfoque maior da mídia em relação a isso. se um apartamento de alto luxo é assaltado em Ipanema, o Brasil fica sabendo. mas quantos mesmo estão sendo assaltados POR DIA na cidade de São Paulo? Em bairro luxuosos como Higienópolis ou Morumbi?

sem delongas, o Rio é uma cidade sem lei. você percebe isso apenas andando nos táxis que pipocam na cidade feito Fandangos. um táxi aqui, uma conversinha alí, uma refeição acolá e você começa a sentir saudade da dura poesia concreta das esquinas, da deselegância discreta das meninas…

é nítido o quão o Rio de Janeiro está a anos-luz de Sampa. os restaurantes de qualidade, o atendimento de qualidade, os hospitais de qualidade, os médicos de qualidade, os shoppings de qualidade, os táxis de qualidade, o trânsito de qualidade, a vida de… opa, PERA… então congestionei na Marginal Tietê numa sexta-feira e pensei: qual é o próximo feriado? será que vai ter promoção da Gol? de carro nem é tão longe e a Dutra nem é mais tão perigosa.

é isso. se eu ganhar na Mega Sena antes de sair viajando pelo mundo, faço uma proposta irrecusável num apê na Vieira Souto e fim, tá decidido! 😉

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