Vamos falar sobre puerpério

Antes da Clara nascer eu nem sabia que existia essa palavra: puerpério. E daí entre fraldas, mamadas, choros, e sono, muito sono, ela apareceu.

Pra quem não sabe, puerpério é o período que a mulher tem para se recompor da gestação, tanto em termos hormonais quanto corporais, e ele se divide em três fases:

  • Imediato: ocorre a partir do momento da saída da placenta até duas horas depois do parto.
  • Mediato: acontece de duas horas até cerca de 10 dias depois do parto.
  • Tardio: ocorre a partir dos 10 dias até o final da oitava semana ou os ciclos menstruais voltarem.

Muita gente diz que ele acaba em até 42 dias, mas pelos depoimentos que leio em grupos de puérperas, experiência de amigas e pelo que estou passando, tenho certeza que ele se estende na maioria dos casos.

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A mistura de sentimentos é tão bizarra que você está no momento mais feliz da sua vida, com seu tão esperado e saudável (na maioria dos casos) bebê nos braços e sente uma tristeza enorme. Só quem passa por isso sabe que não é exagero!

A angústia chega com tudo mesmo, acabando com seu humor, sua estabilidade, e fazendo você derrubar lágrimas sem saber realmente o porquê.

Sério, se alguém te pergunta você não sabe explicar. Só sabe quem sente ou sentiu.

Aqui, eu percebo que a melancolia piora quando estou em privação do sono nível hard, com palpites alheios em relação à bebê, me sinto “abandonada”, e quando me frustro com a amamentação (isso é assunto pra outro post).

O que me tranquiliza muito é saber que isso – também – passa.  E que não a única, afinal, cerca de 80% das recém-mães experimentam algum sentimento negativo ou alteração de humor após o parto. Ah, e claro, olhar pra minha pequena e sentir um amor que nunca senti antes. Pleno, sem cobranças, sem vaidade, sem querer nada em troca…

Além disso, conversar com o parceiro e com a família, e explicar sobre o puerpério e como ele “funciona” ajuda muitoooo e te exime de alguns “exageros” que você venha cometer, seja de choro, de grosseria, de falta de paciência, de medo…

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Participar de grupos de mães, conversar com amigas que estão passando ou já passaram por isso, trocar relatos e experiências também é muito válido, afinal, nada melhor do que num momento “louco” como esse saber que isso não acontece só com você e é mais comum do que imaginamos.

Maneirar com as cobranças em si próprio também ajuda, seja em relação ao corpo, ao peso, a criação dos pequenos, a nova rotina, a volta ao trabalho, e por aí vai.

E boa sorte pra gente!

:*

PS: Tá precisando falar sobre? Escreve pra mim: brogiatto@gmail.com

 

 

 

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